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Para os povos originários, todos os seres vivos possuem um espírito, uma pequena parte da divindade presente em seus corpos.

Quando manifestado na matéria, esse espírito assume uma personalidade e traz consigo uma linhagem inteira de sabedoria, assim como uma medicina específica. É essa medicina que acessamos quando fazemos infusões, decocções, oleatos, cataplasmas e outros tipos de remédios herbais.

Mas existe um grupo menor de plantas que vêm acompanhando a humanidade há milênios e proporcionando ensinamentos muitos profundos, por meio da expansão da consciência e o acesso a outros planos de existência.

Elas são chamadas de plantas sagradas ou plantas mestras. E é sobre elas que falo neste artigo. Continua comigo?

O que são plantas sagradas?

Plantas sagradas ou plantas mestras são plantas que possibilitam estados expandidos de consciência e nos conectam a outros planos de existência.

Por muito tempo elas foram erroneamente chamadas de plantas alucinógenas, contudo, essa terminologia já está caindo em desuso, uma vez que as plantas sagradas não produzem alucinações.

Pelo contrário, elas derrubam barreiras mentais para que tenhamos acesso a uma experiência mais integrada com o Todo. Por esse motivo, também as chamamos plantas enteógenas.

A palavra enteógena vem do grego e consiste na combinação de três termos:

  • en: significa dentro;
  • theo: significa divino;
  • gen: significa gerar, nascer.

Nesse sentido, plantas enteógenas são aquelas que nos fazem perceber que somos parte da divindade, assim como todos os demais seres. Em outras palavras, nos mostram que não estamos separadas da Natureza, como o materialismo científico acredita.

Plantas sagradas e plantas medicinais: quais as diferenças?

Uma das dúvidas mais comuns das pessoas em relação às plantas mestras é sobre como elas se diferenciam das plantas medicinais, como o alecrim, a artemísia, o funcho, etc.

Como eu disse no início do artigo, todas as plantas, assim como os animais e os minerais, possuem uma sabedoria única e uma medicina própria.

Quando aprendemos a nos harmonizar com o espírito de cada planta, podemos compreender melhor a sua medicina, que vai muito além de propriedades químicas.

O que diferencia as plantas sagradas é que elas agem como pontes entre o material e o espiritual, guiando-nos em processos de cura e de autoconhecimento.

Elas abrem portas para que possamos integrar experiências traumáticas e superar bloqueios, proporcionando mais equilíbrio e bem-estar. Além disso, elas nos ajudam a conectar com outros seres, ampliando nossa percepção sobre o mundo manifesto e imanifesto.

Como se conectar com as plantas sagradas?

As plantas sagradas são espíritos tão antigos quanto a própria Terra, por isso, merecem respeito e reverência.

É por isso que o uso adequado de qualquer uma delas, seja ayahuasca, wachuma, peyote, entre outras, deve ser feito de forma ritualística, com o acompanhamento de pessoas que já estão em ressonância com esses espíritos há muito tempo.

O que é importante dizer aqui, é que você não precisa fazer o consumo interno dessas plantas, isto é, em forma de “chá”, para conectar-se com elas.

Você pode começar essa relação fazendo oferendas, pequenos rituais, banhos e defumações. Também pode levar com você algumas folhas da planta, como no caso da coca, para entrar em sintonia com o espírito da planta.

Se você nunca fez nada disso, te convido a começar com plantas que são mestras curandeiras, como a arruda e a artemísia, por exemplo.

Você pode colocar um raminho de arruda debaixo do seu travesseiro ou então fazer uma vaporização uterina com a artemísia. Outra possibilidade é começar com a medicina do cacau, que é bastante segura e ajuda a trabalhar questões emocionais.

Quais são as plantas sagradas mais utilizadas?

Cada povo possui uma ou mais plantas mestras, segundo a sua cultura e experiência.

Nos Vedas, por exemplo, são listadas 5 plantas sagradas, sendo que a cannabis (Cannabis sativa) é uma delas. Além dela, a datura (Datura suaveolens), conhecida aqui na América Latina como floripondio, também faz parte das plantas sagradas utilizadas na Índia e arredores.

Na África, existem dezenas de espécies de plantas enteógenas, mas aqui dou destaque para a ingcotho (Boophone disticha) e também para a arruda selvagem (Peganum harmala).

Aqui na América Latina, temos a coca (Erythroxylum coca) como a principal planta sagrada para os povos andinos. Na Amazônia, o tabaco (Nicotiana rustica) e a ayahuasca (Banisteropsis caapi) ganham destaque.

No Perú, a wachuma (Echinopsis pachanoi), também conhecida como san pedro, é bastante utilizada pelos povos originários e hoje está presente em boa parte da Argentina.

Na Colômbia e Venezuela encontramos o yopo (Anadenanthera colubrina), também chamado de willka.

No México, os niños santos, também conhecidos como cogumelos mágicos, são usados há milênios. Além deles, também destaco o peyote (Lophophora williamsii), que também é um cacto, assim como a wachuma.

Já no Brasil, a jurema sagrada (Mimosa tenuiflora) tem ganhado cada vez mais destaque, além do cacau ceremonial (Theobroma cacao), que é uma tradição amazônica que vem se espalhando por várias partes do mundo.

Como você pode ver, as plantas sagradas estão por todo o mundo e fazem parte de inúmeras culturas. Elas nos acompanham há milhares de anos, mostrando-nos o caminho para uma verdadeira reconexão com a nossa origem, a Natureza.

Cada uma dessas plantas possui uma personalidade e medicina próprias, por isso, é importante conhecer cada uma delas para que você possa se conectar com aquela que faz mais sentido para você.

Cuidados e precauções antes de fazer uso de uma planta sagrada

Como eu disse antes, é fundamental que você procure pessoas experientes e responsáveis para fazer uso de qualquer planta mestra, preferencialmente, junto aos povos originários que detêm o conhecimento e a tradição de cada uma delas.

Isso porque a xamã, curandeira, pajé ou autoridade espiritual vai te acompanhar durante toda a experiência para garantir a sua segurança física e espiritual.

Além disso, você terá certeza de estar consumindo a planta e a quantidade adequada, já que muitas dessas plantas podem ter efeitos tóxicos e letais, como é o caso do floripondio.

Se você não tiver certeza da origem da planta e da experiência de quem a está ofertando, é melhor não fazer o consumo.

Gostou de saber mais sobre as plantas sagradas? Então te convido a se aprofundar nesse tema com um e-book exclusivo sobre a medicina do cacau.

Um abraço e a gente se fala no próximo artigo.

Eve.

Évelim Wroblewski

Geminiana, comunicóloga, taróloga, terapeuta Ayurveda e da Ginecologia Natural. Possui Especialização em Striroga (Ginecologia Ayurveda) e Manas Vijñana (Psicologia Ayurveda). Cursou Formação em Medicina Tradicional e Herbolaria Andina, Formação em Parteria Ancestral Andina e Diplomatura em Medicina Tradicional e Cosmovisão Indoamericana.